Embora o número de novos casos e mortes tenha diminuído cerca de metade desde 2010, o país continua entre os três com maior taxa de seroprevalência global.
Tendência de Queda nos Indicadores de Contágio e Mortalidade
A resposta à epidemia do HIV em Moçambique tem registado avanços assinaláveis, embora a um ritmo gradual. Neste sentido, os dados indicam uma redução expressiva de 54% nos novos diagnósticos e de 48% na mortalidade anual entre 2010 e 2025. Por conseguinte, o volume de novos infetados caiu de 170 mil para 77 mil por ano, enquanto os óbitos desceram de 71 mil para 38 mil. Além disso, o progresso reflete a expansão progressiva dos programas de diagnóstico e distribuição de medicação antirretroviral pelo país.
Metas de Tratamento e Retenção de Pacientes
Apesar das melhorias operacionais, o volume absoluto de pessoas a viver com o vírus no território moçambicano mantém-se extremamente elevado. Com efeito, calcula-se que 2,5 milhões de cidadãos estejam infetados, dos quais 87% conhecem o seu diagnóstico e 84% cumprem o tratamento. Por isso, a taxa de supressão viral situa-se nos 76%, revelando que ainda existem lacunas importantes na adesão contínua aos cuidados de saúde. Desta forma, Moçambique continua a figurar no topo do ranking mundial de prevalência do vírus.
Elaboração do PEN VI e Desafios de Financiamento
Paralelamente, as autoridades do setor da saúde preparam o VI Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV (PEN VI). De igual modo, esta estratégia procura acelerar a eliminação de novas infeções e mortes até ao ano de 2030. Por outro lado, o plano terá de ser executado num cenário de maior escassez e incerteza quanto aos fundos internacionais de apoio. Finalmente, o país foca-se na otimização de recursos para garantir a sustentabilidade dos serviços públicos de prevenção e testagem.






