A diretora do Gabinete Central de Combate à Corrupção criticou a passividade dos gestores públicos perante esquemas de corrupção na província.
Denúncia de Esquemas Pagos no Acesso ao Emprego Público
O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) manifestou forte preocupação com a continuidade de esquemas ilícitos de contratação no Estado. Neste sentido, a diretora do organismo, Glória Adamo, revelou que redes corruptas exigem valores indevidos a candidatos que procuram ingressar na Função Pública na província de Niassa. Por conseguinte, a análise de vários processos em curso confirma que diversos setores da administração local mantêm estas práticas. Além disso, a situação permanece crítica apesar das sucessivas campanhas de sensibilização que a equipa promoveu na região.
Passividade dos Gestores e Falta de Denúncias Formais
O combate à corrupção enfrenta entraves sérios porque as chefias e responsáveis pelas instituições visadas mantêm o silêncio. Com efeito, Glória Adamo classificou como alarmante o facto de os superiores hierárquicos não apresentarem queixas formais ao Gabinete Provincial de Combate à Corrupção. Por isso, a maioria dos alertas chega através de canais anónimos ou de denúncias que a população expõe nas redes sociais. Desta forma, a falta de cooperação ativa das lideranças públicas limita a eficácia das investigações e adia a responsabilização dos infratores.
Ação de Fiscalização e Apelo à Integridade
Paralelamente, a direção do GCCC deslocou-se à província do Niassa para reforçar a auditoria interna e a monitorização dos processos administrativos. De igual modo, a responsável dinamizou reuniões de trabalho com os gestores das entidades estatais para exigir maior rigor no cumprimento do dever de denúncia. Por outro lado, o órgão reitera que só o envolvimento direto dos dirigentes permitirá travar a impunidade. Finalmente, as autoridades prometem intensificar a fiscalização para banir os esquemas ilícitos dos concursos de acesso ao funcionalismo público.






