A Ministra dos Negócios Estrangeiros apelou ao prolongamento da EUMAM-MOZ em setembro para reforçar o combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
Solicitativa Diplomática às Autoridades Europeias
A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria dos Santos Lucas, apelou à Eslováquia e à Dinamarca para apoiarem a extensão da Missão de Assistência Militar da União Europeia (EUMAM-MOZ). Neste sentido, a governante formalizou o pedido durante a cerimónia de entrega de cartas credenciais de novos diplomatas em Maputo. Por conseguinte, a avaliação para prorrogar a assistência às Forças de Defesa e Segurança (FADM) decorre no próximo mês de setembro. Além disso, o país quer reforçar a cooperação bilateral com estes Estados-membros em áreas como a agricultura e a governação digital. Desta forma, o Governo moçambicano procura garantir continuidade no apoio estratégico internacional.
Avaliação da União Europeia e Financiamento da Defesa
A EUMAM-MOZ funciona como uma missão não executiva focada na formação técnica e no treino do ciclo operacional das Forças Armadas. Com efeito, eurodeputados que visitaram o país em maio já defenderam o prolongamento do mandato por mais dois anos. Por isso, o Conselho da União Europeia tinha aprovado anteriormente uma extensão do prazo operacional até 31 de dezembro. Paralelamente, a União Europeia equaciona a libertação de novos pacotes financeiros através do Mecanismo Europeu para a Paz. De igual modo, os recursos destinam-se ao fornecimento de equipamento logístico não letal para as Unidades de Reação Rápida.
Contexto de Segurança e Relações Bilaterais
Por outro lado, o apoio militar mantém-se crucial face ao impacto prolongado da insurgência armada no norte de Moçambique. De facto, o conflito em Cabo Delgado já provocou milhares de vítimas mortais e centenas de milhares de deslocados internos. Ademais, os representantes de países como Cuba, África do Sul, Nigéria e Tailândia manifestaram interesse em expandir investimentos no setor extrativo nacional. Finalmente, a consolidação da paz no norte afirma-se como condição essencial para viabilizar os grandes projetos energéticos da região.






