Os afetados acusam o Governo de injustiça e de destruição de bens, enquanto o Município justifica a operação com a construção do novo Hospital Distrital.
O Drama das Famílias Desalojadas e os Prejuízos Materiais
A demolição de cerca de 100 habitações na zona de Nhamuza, no distrito de Chibuto, deixou dezenas de famílias ao relento e sem assistência básica. Neste sentido, os afetados denunciam a perda de casas que construíram ao longo de anos com investimentos individuais entre 200 e 300 mil meticais. De facto, a destruição das estruturas arrastou também bens essenciais como vestuário, reservas de alimentos e material escolar das crianças. Além disso, dezenas de menores viram o seu percurso escolar interrompido devido à perda de cadernos e uniformes sob os escombros. Por conseguinte, a população afetada enfrenta uma crise humanitária imediata marcada pela falta de comida e de abrigo.
Contradições Entre a Comunidade e as Autoridades Municipais
Atualmente, a tensão e o sentimento de revolta dominam os residentes de Nhamuza perante a atuação das autoridades locais. Por exemplo, vários moradores afirmam que a área destruída constitui uma herança familiar e negam que o município tenha prestado esclarecimentos ou alternativas de realojamento. Com efeito, os atingidos classificam a operação como coerciva e exigem a intervenção dos órgãos governamentais superiores para solucionar o conflito. Por essa razão, a comunidade recusa aceitar a perda dos seus pertences sem a devida compensação. Paralelamente, os desalojados procuram recuperar materiais de construção utilizáveis no meio das ruínas.
A Posição da Autarquia e a Reserva Espacial do Estado
Por outro lado, o Município de Chibuto sustenta que a operação cumpriu rigorosamente a legalidade urbanística. Efetivamente, o representante municipal Justino Macondzo garantiu que a autarquia enviou três avisos prévios para a desocupação da zona antes de avançar com as máquinas. Ademais, a administração local esclarece que a área em causa possui um Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) emitido em dezembro de 2022 a favor do Estado. Consequentemente, a autarquia reservou legalmente o espaço para erguer o futuro Hospital Distrital de Chibuto. Finalmente, o impasse mantém-se entre a necessidade de infraestruturas públicas e os direitos das famílias desalojadas.






