A mostra em Maputo utiliza a cerâmica como meio de reflexão sobre memória, terra e identidade, contando com apoio institucional e governamental.
Memória, Terra e o Papel do Apoio Institucional
A Mediateca do BCI, em Maputo, acolhe a exposição de arte visual e cerâmica “Pegadas do Barro”, de Ilda Semedo. Neste sentido, a mostra explora a premissa de que a terra atua como um arquivo vivo da memória coletiva. De facto, as peças em cerâmica refletem sobre as marcas deixadas pelo ser humano, pela natureza e pelas plantas no mundo. Além disso, a representante do BCI, Carla Mamade, enquadrou a iniciativa no compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável e com o fomento das artes. Por conseguinte, o evento reafirma o investimento do setor privado nas indústrias culturais e criativas no país.
Reconhecimento Governamental e a Importância da Arte
Atualmente, o percurso de Ilda Semedo recebe rasgados elogios tanto do Governo como do setor educativo onde leciona. Por exemplo, a Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, destacou a contribuição da artista para a formação de novos talentos:
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Artista: Ilda Semedo, ceramista, designer, empreendedora e docente da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV)
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Temática central: A relação entre o ser humano, a pertença, o meio ambiente e a continuidade histórica
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Apoio familiar: Revalorização do papel do artista visual no seio social e familiar
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Valor social: A arte como ferramenta de inspiração, educação e transmissão de conhecimento para a sociedade
Por essa razão, o trabalho da docente serve de modelo para demonstrar o impacto social da criação artística. Paralelamente, Semedo sublinhou o apoio da sua família, afirmando que a vocação artística é uma escolha profissional de elevado valor.
Prazos e Visitação na Capital Moçambicana
Por outro lado, o espaço expositivo consolida-se como um ponto de encontro dinâmico entre o público e a produção cultural moçambicana. Efetivamente, a iniciativa estimula a aproximação dos cidadãos às artes plásticas e promove o debate em torno da identidade nacional. Ademais, a infraestrutura da Mediateca BCI mantém-se aberta à livre expressão de criadores contemporâneos. Consequentemente, os visitantes podem apreciar de perto a complexidade das obras de barro moldadas pela autora. Finalmente, a exposição “Pegadas do Barro” permanece aberta ao público até ao dia 31 de agosto.



