Home / 🌍 Sociedade / Mais de 400 Crianças Recrutadas por Grupos Armados em Moçambique

Mais de 400 Crianças Recrutadas por Grupos Armados em Moçambique

Mais de 400 Crianças Recrutadas por Grupos Armados em Moçambique

Relatório da OMS e do Health Cluster alerta para um aumento de 525% nas violações graves contra menores no norte do país.

Recrutamento Forçado e Aumento das Violações Graves

A crise de segurança em Cabo Delgado continua a ter um impacto devastador sobre a população infantil. Neste sentido, o relatório Public Health Situation Analysis confirma que 403 crianças foram recrutadas por grupos armados associados ao Estado Islâmico durante o ano de 2024. Por conseguinte, Moçambique figura entre os países com maior agravamento nas violações dos direitos dos menores, registando um aumento de 525% nestes episódios. Além disso, os raptos afetaram centenas de jovens, deixando traumas psicológicos profundos nas comunidades atingidas.

Deslocamentos Massivos e Deterioração Humanitária

A persistência dos ataques e da instabilidade continua a forçar a fuga sistemática de milhares de famílias. Com efeito, os dados oficiais contabilizam mais de 506 mil deslocados internos no norte do país, constituídos na sua maioria por mulheres e crianças. Por isso, quase a totalidade das populações afetadas enfrenta episódios repetidos de deslocamento, perdendo bens e acesso a meios de subsistência. Desta forma, cerca de 1,1 milhão de pessoas necessitam de assistência humanitária urgente na região.

Subfinanciamento da Resposta Internacional e Destruição de Infraestruturas

Paralelamente, a capacidade de resposta das organizações internacionais é limitada pela escassez de recursos financeiros. De igual modo, o Plano de Resposta Humanitária para 2026 angariou apenas cerca de um terço dos 348 milhões de dólares necessários para cobrir as necessidades essenciais. Por outro lado, o acesso aos cuidados de saúde encontra-se gravemente comprometido devido à destruição total de dezenas de unidades sanitárias em Cabo Delgado. Finalmente, a falta de condições de segurança força a suspensão temporária de operações de apoio humanitário nas zonas de maior risco.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *