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Polícia Justifica Uso de Gás Lacrimogéneo Durante Marcha do Anamola em Quelimane

Polícia Justifica Uso de Gás Lacrimogéneo Durante Marcha do Anamola em Quelimane

A corporação nega o recurso a armas de fogo e atribui os ferimentos graves a um ataque de abelhas provocado pela dispersão do gás.

Versão da Polícia e Justificação da Intervenção

A Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia esclareceu a sua atuação durante os eventos comemorativos do partido Anamola em Quelimane. Neste sentido, a porta-voz da corporação, Belarmina Henriques, afirmou em conferência de imprensa que a marcha não reunia condições de segurança. Por conseguinte, a realização simultânea de um festival local motivou o apelo das autoridades para que o partido limitasse as celebrações a um comício. Além disso, a PRM justificou o recurso a gás lacrimogéneo com episódios de desacato, ofensas verbais e o apedrejamento de uma viatura policial por simpatizantes. Desta forma, a porta-voz sustentou que a intervenção durou cerca de cinco minutos e visou apenas reestabelecer a ordem.

Tese do Ataque de Abelhas e Posição da CNDH

A força pública desmentiu categoricamente a utilização de munições reais contra a população e os apoiantes de Venâncio Mondlane. Com efeito, a porta-voz explicou que a dispersão do gás lacrimogéneo perturbou um enxame de abelhas junto ao campo da Sagrada Família. Por isso, o ataque do inseto acabou por provocar ferimentos graves num dos simpatizantes, que necessitou de socorro hospitalar imediato. Paralelamente, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) veio a público instar o Ministério Público a instaurar um inquérito célere e transparente aos acontecimentos. De igual modo, a entidade defensora dos direitos humanos reforçou a urgência de apurar as responsabilidades pelo sucedido.

Reações da Oposição e Sociedade Civil

Por outro lado, as explicações apresentadas pela corporação não acalmaram as críticas dos partidos da oposição e das organizações não-governamentais. De facto, formações como o Podemos e a Renamo, a par de entidades como o CDD e o autarca Manuel de Araújo, mantêm a denúncia de uma intervenção musculada e desproporcional. Ademais, os intervenientes sociais continuam a apontar a existência de restrições seletivas direcionadas às iniciativas políticas da oposição no país. Finalmente, as forças partidárias mantêm a exigência de investigações independentes para esclarecer a conduta dos agentes envolvidos no terreno.

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