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Oposição Moçambicana Pede Investigação a Disparos contra Apoiantes de Mondlane

Oposição Moçambicana Pede Investigação a Disparos contra Apoiantes de Mondlane

Partidos da oposição e organizações da sociedade civil exigem apuramento independente de responsabilidades após intervenção policial em Quelimane.

Repúdio Partidário e Exigência de Investigação

O Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) repudiaram a atuação da polícia em Quelimane. Neste sentido, as formações da oposição criticaram a dispersão violenta de membros do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola). Por conseguinte, exigiram a realização de um inquérito independente e célere para apurar o uso excessivo da força. Além disso, lembraram que o direito à manifestação e à reunião está consagrado na Constituição da República. Desta forma, defenderam a neutralidade e o profissionalismo das forças de segurança.

Balanço dos Incidentes e Reação da Sociedade Civil

A intervenção policial em Quelimane visava travar uma marcha de celebração do primeiro aniversário do Anamola, fundado por Venâncio Mondlane. Com efeito, a formação política contabilizou pelo menos quatro feridos resultantes dos disparos e do lançamento de gás lacrimogéneo. Por isso, o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) denunciou o tratamento desigual concedido aos partidos da oposição durante ações de mobilização. Paralelamente, o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, manifestou choque com a postura musculada das autoridades locais. De igual modo, o Ministério Público foi instado a esclarecer as ordens que motivaram o ataque.

Contexto Político e Presença de Venâncio Mondlane

Por outro lado, o clima de tensão em Quelimane intensificou-se com a chegada do líder político Venâncio Mondlane à província da Zambézia. De facto, a presença do político motivou um forte aparato de segurança nas imediações do aeroporto e nas principais vias da cidade. Ademais, episódios semelhantes de repressão a manifestações políticas têm gerado preocupação quanto ao respeito pelo Estado de Direito. Finalmente, a oposição reitera que a divergência democrática não pode ser fundamentada na violência institucional ou na perseguição partidária.

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