O Governo pretende avançar com isenções fiscais na importação de equipamentos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
Incentivos Fiscais e Expansão da Rede
O Governo moçambicano estrutura um plano para massificar a utilização de Gás Natural Veicular (GNV) em todo o território nacional. Neste sentido, a diretora nacional de Hidrocarbonetos do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Felisbela Cunhete, confirmou a criação de incentivos fiscais. Por conseguinte, a medida contempla a redução da carga tributária na importação de kits de conversão e compressores. Além disso, o projeto visa acelerar a instalação de novos postos de abastecimento nas principais cidades. Desta forma, o executivo pretende tirar partido dos recursos naturais disponíveis no país.
Pressão Sobre os Combustíveis e Flutuação de Preços
A aposta na transição para o gás surge num contexto de forte volatilidade no mercado energético internacional. Com efeito, os preços do gasóleo e da gasolina registaram subidas expressivas no país durante o mês de maio. Por isso, a fatura nacional com a importação de derivados do petróleo atingiu valores bastante elevados. Paralelamente, episódios recentes de escassez em postos de combustível geraram filas extensas e perturbações no transporte urbano. De igual modo, a consolidação do GNV surge como uma alternativa mais económica para os automobilistas.
Estratégia Nacional e Importação de Emergência
Por outro lado, o Presidente Daniel Chapo anunciou o lançamento do Programa Nacional de Massificação de Gás Veicular. De facto, a iniciativa incluiu já a entrega de mais de 190 autocarros movidos a gás para o transporte público. Ademais, a petrolífera estatal Petromoc mobilizou um fundo de emergência de 50 milhões de dólares para assegurar a estabilidade do abastecimento nacional. Finalmente, a expansão da frota a GNV promete aliviar os custos operacionais dos transportadores e fortalecer a segurança energética do país.






