O Ministro da Planificação alertou para o fosso entre planificar e executar, defendendo que só a acção concreta produz resultados efectivos na vida dos cidadãos.
O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu hoje, em Maputo, que os planos nacionais de desenvolvimento precisam de passar das intenções à acção. Na sua visão, o futuro de Moçambique depende da capacidade de executar as decisões tomadas no presente.
Intervindo na abertura da Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável de Moçambique, Valá foi directo. “O maior risco não está em planificar com ambição, está em deixar um fosso entre planificar, orçamentar, executar e monitorar”, afirmou.
Desenvolvimento que se Mede em Resultados
Para o ministro, a planificação só tem valor quando produz impactos reais nas comunidades. Por isso, o novo ciclo de desenvolvimento do país deve colocar as necessidades das populações no centro das prioridades.
“O desenvolvimento mede-se por resultados concretos: escolas em funcionamento, unidades sanitárias melhoradas, estradas que ligam os produtores aos mercados, acesso à energia e melhores condições de saneamento”, sublinhou.
Valá recordou ainda que construir uma nação exige visão, escolhas estratégicas e o envolvimento de todos os sectores. “Nenhuma casa é construída apenas pelo arquitecto, pelo engenheiro ou pelo proprietário”, disse.
Olhar Honesto sobre o Passado
O ministro deixou claro que a conferência não é um momento de julgamento nem de celebração dos últimos 25 anos. Trata-se, antes, de um exercício de honestidade. “Reunimo-nos para compreender com honestidade, porque só quem conhece verdadeiramente os seus alicerces consegue decidir o que deve preservar, reforçar, ajustar ou transformar”, afirmou.
Quanto aos recursos naturais, nomeadamente o gás, Valá defendeu que as oportunidades que representam devem ser acompanhadas de prudência, pragmatismo e capacidade de gestão, para que a riqueza beneficie as gerações actuais e futuras.
500 Participantes em Debate
A conferência reúne cerca de 500 participantes nacionais e estrangeiros, representando instituições do Estado, sector privado, parceiros de cooperação, sociedade civil, academia, jovens e mulheres. O objectivo é debater os caminhos do desenvolvimento de Moçambique para as próximas décadas.






