Instituto do Transporte Marítimo confirma que o petroleiro DISHA não possui registo nem autorização nacional para navegar.
Uso ilegal da bandeira moçambicana em águas iranianas
As autoridades moçambicanas negaram qualquer ligação oficial ao navio-tanque de GPL atacado em águas territoriais do Irão. Neste sentido, o Instituto do Transporte Marítimo (Itransmar) confirmou que a embarcação não consta do registo marítimo nacional. Por conseguinte, o órgão regulador classificou o uso do Pavilhão de Moçambique como uma ação fraudulenta e uma grave violação do Direito Marítimo Internacional. Além disso, o Governo iniciou a recolha de informação junto de organismos internacionais para identificar os responsáveis pela infração.
Tripulação em segurança e características da embarcação
Apesar disso, a Embaixada da Índia em Teerão assegura que os 28 marinheiros de nacionalidade indiana a bordo do navio DISHA se encontram totalmente em segurança. Com efeito, o navio-tanque construído em 1990 possui 230 metros de comprimento e capacidade para transportar cerca de 50 mil toneladas de gás. Por isso, a embarcação operava no transporte de combustível na região do Médio Oriente. Contudo, as autoridades ainda não esclareceram a autoria nem a extensão dos danos do ataque.
Instabilidade no Estreito de Ormuz agrava segurança marítima
Paralelamente, a escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irão compromete gravemente a navegação comercial na região. Desta forma, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos solicitou a retirada urgente de milhares de marinheiros retidos no Estreito de Ormuz. De igual modo, o Itransmar reafirmou o compromisso do país na cooperação internacional para proteger a integridade do transporte marítimo global. Por outro lado, o uso indevido de registos nacionais ameaça a transparência e a confiança no setor.





